Todos os reféns que haviam sido levados pelos bandidos que invadiram a agência do Banco do Brasil, em Uruará, na manhã desta terça-feira, 5, já foram resgatados. As 12 pessoas - a maior parte funcionários da agência - foram libertadas aos poucos ao longo do trajeto de fuga, em um ramal que dá acesso ao município de Santarém. As vítimas foram levadas para a delegacia local e serão ouvidas pela delegada Selma Sarquis, titular da delegacia de Uruará.
As buscas aos bandidos continuam. Policiais civis do Núcleo de Apoio a Investigação (NAI) e da Superintendência Regional do Xingu, sob comando do delegado Cristiano Marcelo do Nascimento, também estão em Uruará para auxiliar nas investigações sobre o assalto à instituição financeira. As equipes se deslocaram das cidades de Altamira e Santarém.
terça-feira, 5 de fevereiro de 2013
Polícia prende “Cutia” com cinco petecas de entorpecente
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| "Cutia" é velho conhecido da polícia |
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| "Petecas" de material entorpecente |
O homem preso já é velho conhecido dos registros policiais. Degilvan Costa Ferreira, conhecido por “Cutia”, já teve várias passagens por roubo, furto, suspeita de assalto e envolvimento com o tráfico. “Ele já é conhecido. Inclusive, ele já foi até convidado a participar de um grupo de ex-usuários que está sendo acompanhado pela AICD (Associação Itaitubense de Combate ao Uso de Drogas), do sargento Antônio Luis”, informou o escrivão Haroldo Macedo, responsável pela lavratura do flagrante.
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| R$ 270 - Dinheiro suspeito de ser proveniente do tráfico |
Degilvan Costa Ferreira foi autuado por tráfico e associação ao tráfico. Ele permanece à disposição da Justiça na cela temporária da 19ª Seccional e poderá “descer” para o Centro de Recuperação (CRI), caso o flagrante seja homologado pela Justiça.
Polícia Rodoviária Federal poderá sair de Itaituba
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| Posto 'improvisado' que 'permanece' até hoje |
Pra começar, a Polícia Rodoviária não tem um local próprio. Onde os policiais trabalham não existe estrutura. Na prática, a PRF em Itaituba vive de favor, instalada em acomodações inadequadas no prédio do Dnit. Esta é a única representação da PRF do país que fica instalada em um posto improvisado fora da rodovia federal. Até os carros e motos apreendidos ficam em local não apropriado, desprotegidos. Esses veículos também serão levados para Santarém, em uma balsa que deverá chegar a Itaituba ainda nesta semana. Em uma tentativa frustrada de resolver, pelo menos, o problema de acomodação, há mais de cinco anos, se cogitou a construção de um posto na Transamazônica, próximo ao aeroporto. Mas a idéia não saiu do papel. Com essa saída da PRF de Itaituba, a primeira conseqüência, logo de cara, é que esta parte do Pará vai ficar com mais de 1,3 mil quilômetros de rodovias federais sem a cobertura da PRF.
O diretor da Comtri, o advogado Davi Salomão, foi informado da decisão pela saída da PRF de Itaituba e ficou impressionado com essa possibilidade. “Eu vejo isso como um retrocesso. Sabemos que a responsabilidade pela organização do trânsito, além da própria população, é das três esferas: estado, união e municípios. Em Itaituba, passamos por um momento de transformação e essa saída da PRF certamente será como andar pra trás. Eu peço aqui a atuação dos políticos de Itaituba. Deputado Hilton Aguiar, deputado Dudimar Paxiúba, nossa Câmara de Vereadores e nossa prefeita Eliene. Peço que se empenhem em não deixar que isso aconteça”, protestou Davi Salomão.
BR-163 Sustentável - Política ecologicamente correta ou engodo?!
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| Garimpagem moderna - Impactos ambientais potencializados |
Quando a produção do mítico garimpo de Serra Pelada, localizado no sudeste do Pará, entrou em declínio, no início dos anos 1980, os aventureiros dispostos a encarar a lama e a malária apostaram que o novo eldorado encontrava-se no Tapajós. E eles estavam certos.
Passadas três décadas, calcula-se que hoje existam nada menos que 2 mil pontos de garimpo no entorno do rio. Para chegar até as chamadas “currutelas”, povoados que funcionam como uma espécie de QG para os quase 50 mil homens decididos a desafiar a floresta, só fretando um pequeno avião ou encarando dias no lombo de uma lancha, a partir de Itaituba.
“Cerca de 98% dos garimpos da região são irregulares”, assegura Oldair Lamarque, engenheiro que chefia o escritório do Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM) em Itaituba. Não é muito difícil entender por que a esmagadora maioria está na clandestinidade. Para fazer o licenciamento ambiental de uma pequena lavra, do tamanho de até 50 campos de futebol, é preciso viajar até a capital Belém, pagar cerca de R$ 16 mil em taxas e ainda arcar com os custos de transporte dos técnicos da Secretaria Estadual de Meio Ambiente do Pará (Sema).
Sem qualquer tipo de fiscalização, os garimpos são um dos principais vetores de degradação ambiental na bacia do Tapajós. E os problemas não se resumem à contaminação da água por conta da utilização de substâncias tóxicas para depurar o ouro, como o mercúrio e – mais recentemente – o cianeto. Novas técnicas têm aumentado a produtividade e potencializado os impactos sobre a floresta. A utilização de retroescavadeiras chamadas de PCs, usadas para revolver o solo à procura do ouro, é uma delas. O serviço que antes demorava quase um mês para ser feito hoje é realizado em apenas dez dias.
Além disso, aumentou significativamente o número de barcaças que garimpam diretamente o leito do rio Tapajós. Nesse caso, servidores do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) entendem que a decisão do governo de reduzir a área de cinco reservas ambientais para a construção das hidrelétricas de Jatobá e São Luiz do Tapajós, em janeiro deste ano, contribuiu para agravar o problema. Sem essa medida, o licenciamento ambiental das usinas não poderia ser feito.
Como parte das áreas foi desprotegida, o número de barcaças no rio cresceu de forma preocupante: pulou de cinco para 35 no trecho de 400 quilômetros entre os municípios de Itaituba e Jacareacanga. “Para desarticular garimpos grandes, como os que existem em Itaituba, é preciso montar praticamente uma operação de guerra”, afirma Nilton Rascon, analista ambiental do ICMBio.
No começo de novembro, fiscais do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e servidores da Fundação Nacional do Índio (Funai), escoltados por duas centenas de agentes da Polícia Federal (PF) e da Força Nacional de Segurança Pública transportados até por helicópteros, resolveram fazer uma batida digna de cinema para desarticular um garimpo que funcionava na Terra Indígena Kayabi, já na divisa entre Pará e Mato Grosso e habitada por indígenas Munduruku, Kayabi e Apiaká. A operação, no entanto, extrapolou o objetivo inicial de desmantelar a extração de ouro, e seu saldo foi desastroso: casas na aldeia arrombadas, embarcações de pesca afundadas a tiro e, o mais grave, um indígena, Adenilson Kirixi, encontrado morto, boiando no rio.
É fato que o garimpo funcionava com consentimento dos indígenas – que alegam ter protocolado informações a respeito da atividade junto à Funai, a fim de formalizar o acordo de parceria que mantinham com os garimpeiros. Numa região completamente negligenciada pelo poder público, os indígenas afirmam que o pedágio pago pelos mineradores era a única fonte de renda de que dispunham para bancar a eletricidade na aldeia e arcar com os custos das crianças que estudam na sede do município de Jacareacanga. Além disso, vendiam parte de sua produção de alimentos aos garimpeiros.
Segundo lideranças ouvidas pelo Conselho Indigenista Missionário (Cimi), desde 2005, os indígenas vêm tentando dialogar com representantes do poder público no sentido de criar projetos de piscicultura, produção de mel e artesanato de forma a reduzir a dependência do garimpo. Mas, por enquanto, nada saiu do papel.
Ainda na avaliação das lideranças ouvidas pelo Cimi, a ação da PF foi calculada para intimidar e fragilizar financeiramente os indígenas, de modo a deixá-los mais “sensíveis” às obras das hidrelétricas na região. Até o presente momento, a PF não se pronunciou sobre o caso, mas abriu um inquérito para investigar o episódio, o qual também é acompanhado pela Funai, o Ibama e a Secretaria-Geral da Presidência da República. O Ministério Público Federal (MPF) também abriu investigação.
Questionada pela Pública, a assessoria de imprensa da Funai respondeu por meio de nota que o órgão “tinha conhecimento de que existia atividade ilícita (garimpo) na Terra Indígena Kayabi. No entanto, não conhecia os detalhes de sua operacionalização e dimensão”. A nota acrescenta que “a Funai não tem o poder de autorizar, formalizar acordos ou dar anuência a qualquer atividade ilegal realizada em terra indígena. Além disso, o garimpo em terra indígena depende de regulamentação pelo Congresso Nacional”
segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013
Morre aos 72 anos o radialista Nazareno Abibe Bechara
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| Bechara ao lado do deputado Hilton Aguiar |
Bechara, que havia sido acometido de um acidente vascular cerebral (AVC) há pouco mais de um ano e meio, estava em casa quando sofreu um infarto agudo. Foi a esposa dele quem fez o primeiro procedimento, fazendo massagem cardiorrespiratória na tentativa de reanimação, mas sem sucesso. Depois de ser atendido em casa pelas equipes do Samu e Corpo de Bombeiros, Bechara deu entrada no Setor de Urgência e Emergência do Hospital Municipal por volta das 07h30 da manhã desta segunda-feira (04). Minutos depois, foi declarada a morte clínica do radialista. O corpo de Bechara foi levado para o necrotério, onde passou por exame de necropsia e, em seguida, foi liberado para velório. Segundo informações da família, o velório será no salão paroquial de Santana, ao lado da igreja matriz, onde receberá as homenagens de parentes e amigos.
BR-163 Sustentável - Rio de Ouro e Soja (Parte 1)
Desde os primeiros anos da década passada, têm-se discutido expressivamente o tão ovacionado Plano BR-163 Sustentável, uma idéia do governo federal que propõe o uso consciente e ecologicamente correto da rodovia, uma das mais importantes do ponto de vista do crescimento economico nesta parte da Amazônia.O Blog recebeu, do ex-secretário de Meio Ambiente e Produção de Itaituba e atual presidente da Associação dos Mineradores de Ouro do Tapajós uma reportagem que expõe, de forma bastante abrangente, a importância da BR-163, tanto para a atividade mineral quanto para as atividades agropastoris. É uma reportagem bastante ampla e, por consequência disso, estarei dividindo-a em uma série. A partir de hoje, você acompanha essa explanação e fica por conta da opinião pública o entendimento global da situação.
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Ivo Lubrinna não se conforma com o fato de seu candidato à reeleição para a prefeitura de Itaituba – “mesmo com a máquina na mão” – ter perdido o pleito realizado em outubro passado. Dono de uma voz grave e de uma franqueza espantosa, ele sabe que os próximos anos serão bastante movimentados no município de 100 mil habitantes que cresceu às margens do rio Tapajós, no oeste do Pará.
Enquanto concede a entrevista, Lubrinna é vigiado silenciosamente pelo filho, que acaba de voltar à Amazônia depois de nove anos na capital da Inglaterra, onde comandava uma prestadora de serviços de limpeza. Como a crise europeia não dá sinais de trégua, ele acha que é possível ganhar até três vezes mais investindo em Itaituba.
Até o apagar das luzes de 2012, Lubrinna estará à frente da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Produção. Porém, mesmo antes de integrar a linha de frente do Executivo local, ele já era uma verdadeira lenda, um dos garimpeiros mais conhecidos no Tapajós por conta dos mais de 40 anos de ofício. Não à toa, Lubrinna é o presidente – “licenciado”, como ele faz questão de ressalvar – da Associação dos Mineradores de Ouro do Tapajós (AMOT), entidade que representa menos de 10% dos 50 mil garimpeiros da região.
Enquanto se afasta da carreira de homem público, Lubrinna já se prepara para encarar a missão de homem de negócios, agora com a ajuda do filho. Após concluir recentemente o licenciamento ambiental do único garimpo que afirma possuir, e que segundo ele encontrava-se parado por falta de regularização, vai retomar a procura do ouro.
“Eu fui irresponsável até o dia em que assumi o cargo na prefeitura. Era um contrassenso: como é que o secretário de Meio Ambiente, com um garimpo irregular, iria discutir com alguém?”, questiona. Agora, ele já não corre atrás apenas do valioso metal. Cogita também investir em terrenos para a instalação de empresas de logística e de maquinaria pesada que, num horizonte bastante próximo, devem chegar à região.
Lubrinna encarna de forma pitoresca o nebuloso futuro de Itaituba. Encravado no coração da Amazônia, o município é o epicentro de uma avalanche de grandes empreendimentos que ameaçam seriamente uma região de altíssima biodiversidade habitada por diversas comunidades tradicionais e comunidades indígenas munduruku.
Quem toma um barco e navega pelos 850 quilômetros de águas esverdeadas do Tapajós, que rasga de cima a baixo o oeste do Pará, não raro se depara com botos e aves mergulhando, além de uma paisagem verde de tirar o fôlego, protegida por um mosaico composto por reservas florestais e terras indígenas.
Entretanto, um amplo leque de obras – que vão desde hidrelétricas, passando por rodovia, hidrovia, portos fluviais, até projetos de mineração – pode redesenhar em um curto espaço de tempo as feições desse que é, reconhecidamente, um dos mais belos rios da Amazônia.
Sem sombra de dúvida, o projeto com potencial de gerar os impactos sociais e ambientais mais preocupantes é o chamado Complexo Hidrelétrico do Tapajós, um conjunto com potencial para até sete usinas que podem gerar até 14 mil Megawatts (MW) – a mesma capacidade da faraônica usina binacional de Itaipu, erguida durante a ditadura militar na fronteira do Brasil com o Paraguai.
Os estudos de viabilidade conduzidos pela estatal Eletrobras para licenciamento de duas delas – Jatobá e São Luiz do Tapajós – já estão em andamento. Por enquanto, o custo para erguer as duas barragens é estimado em R$ 23 bilhões. E o governo federal não esconde a pressa: já no ano que vem espera licitar pelo menos a construção de São Luiz do Tapajós e prevê que as duas entrarão em operação até 2019.
A energia dessas novas hidrelétricas tem pelo menos um endereço certo: grandes projetos de exploração de minérios no Pará, como ouro e bauxita – a matéria-prima do alumínio. A companhia norteamericana Alcoa, por exemplo, iniciou há apenas três anos a operação da terceira maior jazida de bauxita do mundo no município de Juruti, no extremo oeste do Pará, e já tem planos de construir uma fábrica de beneficiamento – por enquanto, a empresa utiliza energia de origem termelétrica. Já a brasileira Votorantim está levantando uma indústria do mesmo tipo no município de Rondon do Pará. A norueguesa Hydro também tira bauxita no leste do estado.
No caso do ouro, só uma mineradora de médio porte, a canadense Eldorado Gold, tem um projeto concreto de investimento no Tapajós. Mas a própria AngloGold Ashanti, companhia sul-africana considerada uma das maiores empresas de extração de ouro no mundo, também tem requerimentos de pesquisa no oeste do Pará, região hoje tomada pelo garimpo manual – em sua esmagadora maioria, clandestino.
Além de ser considerada a última grande fronteira energética e mineral da Amazônia, a região banhada pelo rio Tapajós tem ainda outro considerável atrativo econômico: é um corredor estratégico para o escoamento da produção de soja colhida no Mato Grosso, o principal produtor de grãos do país. Até 2014, o governo federal pretende gastar R$ 2,85 bilhões para concluir o asfaltamento dos 1.739 quilômetros da BR 163, que liga Cuiabá (MT) a Santarém – o maior município do oeste do Pará, localizado na foz do Tapajós.
No rastro das hidrelétricas, também está prevista a construção de eclusas que possibilitarão a integração do rio Teles Pires, no Mato Grosso, com o rio Tapajós, no Pará. Além dessa hidrovia, o transporte de commodities por via fluvial também será impulsionado pela instalação de ao menos três portos no município de Itaituba, além da expansão das docas de Santarém. Ambientalistas e ativistas de movimentos sociais preocupam-se com os impactos socioambientais que a explosão do agronegócio pode trazer para o oeste do Pará.
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Ivo Lubrinna não se conforma com o fato de seu candidato à reeleição para a prefeitura de Itaituba – “mesmo com a máquina na mão” – ter perdido o pleito realizado em outubro passado. Dono de uma voz grave e de uma franqueza espantosa, ele sabe que os próximos anos serão bastante movimentados no município de 100 mil habitantes que cresceu às margens do rio Tapajós, no oeste do Pará.
Enquanto concede a entrevista, Lubrinna é vigiado silenciosamente pelo filho, que acaba de voltar à Amazônia depois de nove anos na capital da Inglaterra, onde comandava uma prestadora de serviços de limpeza. Como a crise europeia não dá sinais de trégua, ele acha que é possível ganhar até três vezes mais investindo em Itaituba.
Até o apagar das luzes de 2012, Lubrinna estará à frente da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Produção. Porém, mesmo antes de integrar a linha de frente do Executivo local, ele já era uma verdadeira lenda, um dos garimpeiros mais conhecidos no Tapajós por conta dos mais de 40 anos de ofício. Não à toa, Lubrinna é o presidente – “licenciado”, como ele faz questão de ressalvar – da Associação dos Mineradores de Ouro do Tapajós (AMOT), entidade que representa menos de 10% dos 50 mil garimpeiros da região.
Enquanto se afasta da carreira de homem público, Lubrinna já se prepara para encarar a missão de homem de negócios, agora com a ajuda do filho. Após concluir recentemente o licenciamento ambiental do único garimpo que afirma possuir, e que segundo ele encontrava-se parado por falta de regularização, vai retomar a procura do ouro.
“Eu fui irresponsável até o dia em que assumi o cargo na prefeitura. Era um contrassenso: como é que o secretário de Meio Ambiente, com um garimpo irregular, iria discutir com alguém?”, questiona. Agora, ele já não corre atrás apenas do valioso metal. Cogita também investir em terrenos para a instalação de empresas de logística e de maquinaria pesada que, num horizonte bastante próximo, devem chegar à região.
Lubrinna encarna de forma pitoresca o nebuloso futuro de Itaituba. Encravado no coração da Amazônia, o município é o epicentro de uma avalanche de grandes empreendimentos que ameaçam seriamente uma região de altíssima biodiversidade habitada por diversas comunidades tradicionais e comunidades indígenas munduruku.
Quem toma um barco e navega pelos 850 quilômetros de águas esverdeadas do Tapajós, que rasga de cima a baixo o oeste do Pará, não raro se depara com botos e aves mergulhando, além de uma paisagem verde de tirar o fôlego, protegida por um mosaico composto por reservas florestais e terras indígenas.
Entretanto, um amplo leque de obras – que vão desde hidrelétricas, passando por rodovia, hidrovia, portos fluviais, até projetos de mineração – pode redesenhar em um curto espaço de tempo as feições desse que é, reconhecidamente, um dos mais belos rios da Amazônia.
Sem sombra de dúvida, o projeto com potencial de gerar os impactos sociais e ambientais mais preocupantes é o chamado Complexo Hidrelétrico do Tapajós, um conjunto com potencial para até sete usinas que podem gerar até 14 mil Megawatts (MW) – a mesma capacidade da faraônica usina binacional de Itaipu, erguida durante a ditadura militar na fronteira do Brasil com o Paraguai.
Os estudos de viabilidade conduzidos pela estatal Eletrobras para licenciamento de duas delas – Jatobá e São Luiz do Tapajós – já estão em andamento. Por enquanto, o custo para erguer as duas barragens é estimado em R$ 23 bilhões. E o governo federal não esconde a pressa: já no ano que vem espera licitar pelo menos a construção de São Luiz do Tapajós e prevê que as duas entrarão em operação até 2019.
A energia dessas novas hidrelétricas tem pelo menos um endereço certo: grandes projetos de exploração de minérios no Pará, como ouro e bauxita – a matéria-prima do alumínio. A companhia norteamericana Alcoa, por exemplo, iniciou há apenas três anos a operação da terceira maior jazida de bauxita do mundo no município de Juruti, no extremo oeste do Pará, e já tem planos de construir uma fábrica de beneficiamento – por enquanto, a empresa utiliza energia de origem termelétrica. Já a brasileira Votorantim está levantando uma indústria do mesmo tipo no município de Rondon do Pará. A norueguesa Hydro também tira bauxita no leste do estado.
No caso do ouro, só uma mineradora de médio porte, a canadense Eldorado Gold, tem um projeto concreto de investimento no Tapajós. Mas a própria AngloGold Ashanti, companhia sul-africana considerada uma das maiores empresas de extração de ouro no mundo, também tem requerimentos de pesquisa no oeste do Pará, região hoje tomada pelo garimpo manual – em sua esmagadora maioria, clandestino.
Além de ser considerada a última grande fronteira energética e mineral da Amazônia, a região banhada pelo rio Tapajós tem ainda outro considerável atrativo econômico: é um corredor estratégico para o escoamento da produção de soja colhida no Mato Grosso, o principal produtor de grãos do país. Até 2014, o governo federal pretende gastar R$ 2,85 bilhões para concluir o asfaltamento dos 1.739 quilômetros da BR 163, que liga Cuiabá (MT) a Santarém – o maior município do oeste do Pará, localizado na foz do Tapajós.
No rastro das hidrelétricas, também está prevista a construção de eclusas que possibilitarão a integração do rio Teles Pires, no Mato Grosso, com o rio Tapajós, no Pará. Além dessa hidrovia, o transporte de commodities por via fluvial também será impulsionado pela instalação de ao menos três portos no município de Itaituba, além da expansão das docas de Santarém. Ambientalistas e ativistas de movimentos sociais preocupam-se com os impactos socioambientais que a explosão do agronegócio pode trazer para o oeste do Pará.
sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013
Real Peças – Apostando no desenvolvimento do setor mineral
A Real Peças chegou a Itaituba há pouco tempo, mas já é considerada uma empresa de grande significado para a economia local e regional. Sob a direção do criativo empresário Chiquinho, o empreendimento direcionou sua visão para um setor que vinha passando por dificuldades, mas que se reergueu heroicamente a despeito das adversidades. Ainda hoje, o garimpo é responsável por mais de 65% da economia de Itaituba e de outros municípios da região do Tapajós, tais como Rurópolis, Trairão e Novo Progresso. E é justamente a esse setor que a Real Peças oferece equipamento e logística o suficiente para alcançar os melhores resultados.
À disposição dos clientes, a Real Peças tem o mais completo estoque de equipamentos para garimpo em geral; motores de diversas marcas e modelos em conformidade com cada necessidade. Dentre as marcas mais afamadas, destacamos MWM e Toyama. E, na Real Peças, o cliente ainda dispõe de uma infinidade de peças de reposição e ferramentas. Também temos carcaças, bombas de alta pressão, mangueiras, tubos, abraçadeiras, enfim, qualquer tipo de equipamento que você imaginar para extração de minério.
A Real Peças aguarda você na rodovia Transamazônica, Km 00, próximo à 8ª Rua da Cidade Baixa. Fones: (93) 9190-2028 e 8107-5253. Real Peças, preço e qualidade que fazem a diferença.
À disposição dos clientes, a Real Peças tem o mais completo estoque de equipamentos para garimpo em geral; motores de diversas marcas e modelos em conformidade com cada necessidade. Dentre as marcas mais afamadas, destacamos MWM e Toyama. E, na Real Peças, o cliente ainda dispõe de uma infinidade de peças de reposição e ferramentas. Também temos carcaças, bombas de alta pressão, mangueiras, tubos, abraçadeiras, enfim, qualquer tipo de equipamento que você imaginar para extração de minério.
A Real Peças aguarda você na rodovia Transamazônica, Km 00, próximo à 8ª Rua da Cidade Baixa. Fones: (93) 9190-2028 e 8107-5253. Real Peças, preço e qualidade que fazem a diferença.
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