quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Quer mudar para melhor? 77 Neles!!!

Precisa ser colocada em pauta nas propagandas do SIM na televisão e no rádio o nosso diferencial com relação Carajás. Não podemos continuar sendo mostrados como se fóssemos farinha do mesmo saco. Nossas propostas são diferentes, nossa história é diferente, nossos objetivos são diferentes, tudo é diferente. A única coisa igual entre nós é o SIM.
Precisamos contar aos belemenses do porquê queremos ser independentes. Essa campanha unificada está fazendo que o NÃO em relação ao Carajás seja repassada para nós. Como ela está sendo paga pelo Carajás, eles se acham com direito de controlar do jeito que lhes interessa.
Faz-se necessário, urgentemente, uma campanha publicitária PRÓ-TAPAJÓS, paralela a essa que está sendo feita PRÓ-SIM.
Ainda dá tempo, caso contrário vamos perder a oportunidade por sermos pobres e incompetentes. E não somos!
Dudu Eduardo Dourado
"Do ponto de vista das finanças e da dimensão territorial, que é enorme, o Pará é inadministrável”, afirma Costa. "Os estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Santa Catarina, que têm os cinco orçamentos mais ricos do país, cabem dentro da área do Pará, que tem um orçamento para toda a região. Dá para entender a gravidade da situação? Como você ocupa e desenvolve uma região se não tem a efetiva presença do estado? O Pará está estagnado", Célio Costa

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Defeso limita oferta de peixes no mercado

Jatuarana, uma das espécies protegidas pela Portaria do Defeso

O período do defeso, em que são protegidas por lei algumas espécies de peixes amazônicos incluídos entre os mais  mais consumidos, impõe algumas limitações ao mercado do pescado. Mas, segundo o Ibama, a determinção é uma necessidade, uma vez que, nesta época, os peixes estão em reprodução e a captura e o consumo acabam contribuindo para a extinção de algumas espécies.

A partir desta terça-feira (15) oito espécies de peixes entram no período do defeso: jatuarana, pacu, pirapitinga, fura calça, mapará, aracu, branquinha e curimatá. O defeso dessas espécies vai até o dia 15 de março de 2012. O período de restrição é definido de acordo com a necessidade da espécie.

O Ibama é responsável pela fiscalização durante o defeso. Desde 2004, no período de reprodução, alguns peixes não podem ser capturados ou comercializados.

Nesse período ações de fiscalização são desenvolvidas nos rios e lagos da região. No ano passado em uma única operação foram apreendidas cinco toneladas de pescado irregular.

Para evitar problemas, os donos de restaurantes e peixarias precisam informar ao instituto a quantidade de peixe que tem em estoque do contrário podem pagar multa. O prazo se encerra nesta quarta-feira (16).

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Cantor Beto Barbosa defende criação de Tapajós e Carajás


Beto Barbosa: "Sim ao Tapajós, ao Carajás e ao Novo Pará"
O cantor Beto Barbosa no programa Agora é Tarde/Band, de Danilo Gentili, falou sobre o Plebiscito do dia 11 de Dezembro, que decidirá a criação de Três novos Estados:
Beto Barbosa disse: "O estado do Pará num todo precisa de uma atenção maior, ele é muito grande, ta muito distante da Capital Belém, eu olho para os paraenses em geral, porque eu viajei e tem cidades quem ficam a 1800 quilômetros da capital! então nesse momento o estado já estar dividido porque até você chegar na cidade de destino demora 3,5 dias. Eu sou a favor para que se faça alguma coisa, p/ q o braço do governo chegue em todo o estado. O braço do governo chega perfeitamente e muito bem em Belém... tem q chegar em TODO".
Em seu blog fez um artigo falando sobre o Plebiscito e as dificuldades de um Estado grande e mal administrado. Confira o artigo na íntegra:
O Pará se prepara confuso para um plebiscito que pode estar escondendo por traz de tudo, uma “Privatização de terras onde dormem as riquezas minerais mais profundas do Brasil” ou uma mudança real tão esperada pelos conterrâneos que sofrem há anos por nebulosas gestões de políticos locais e nacionais. O tema é amplo, complexo e cheio de homens bem intencionados Será? Só sei que: O povo já se cansou de ver as desigualdades sociais, garimpos poluindo as nascentes, disputas de terras violentas, trabalho escravo, pedofilia, ocupação urbana caótica dentro de um estado que não faz absolutamente nada para conter o desmatamento da Amazônia que morre lentamente vendo seu verde e seu povo desaparecer. O Estado do Pará é rico em terras, água Potável, floresta, gado, madeira e minerais, mas a maioria do seu povo vive na pobreza ardente administrados por políticos de pouca ação social. A população do meu estado sofre há séculos vendo seus representantes curtindo as Praias de bacana ostentando suas mansões e seus carrões em foto no primeiro jornal da capital e, gastando a nossa grana em Paris, Nova York etc... Carajás e Tapajós, dois Estados novos surgindo oriundos da subdivisão do Pará. Seriam os novos personagens deste filme sofrido pela irresponsabilidade de seus gestores e passividade de um povo que não grita e não briga por seus direitos constitucionais. Penso que, chegou à hora de rever o que esta por traz deste engodo e o que poderá vir de bom no futuro com mais esta idéia dos espíritos de Satã. Se a divisão fosse desenvolver de verdade os municípios que ficam distante do progresso da capital e diminuir a distância entre o rico e o pobre, eu assinaria meu voto agora. De qualquer forma, alguma coisa precisa ser feita em favor dos conterrâneos destas regiões distantes. A fartura de terras e riqueza é grande... Assim como a corrupção dos centralizadores, falta de segurança, educação, Saúde, moradia, trabalho e cultura... De cultura, falo com conhecimento de causa, pois vencer artisticamente no Pará é algo quase impossível por falta de apoio cultural. Quem quiser vencer artisticamente no Estado, tem que sair dele para vencer lá fora. Na Bahia tem o Axé. No Rio tem o samba e o carnaval. No Nordeste tem o forró de todos os dias. No Sul, a cultura Sertaneja fazendo eco no País. Sudeste, centro Oeste, Rock Nacional, Pop Roque, explodindo com suas festas anuais em calendário Nacional. Em Belém do Pará é diferente, parece até a Bolívia e a Venezuela, sem fabricas e sem emprego por comprar tudo enlatado. Sergio Cardoso se vivo fosse, diria a mesma coisa do seu estado do Pará. Sergio venceu, cresceu e morreu com direito a Teatro na maior Capital do País (Teatro Sergio Cardoso em São Paulo). Mas, nunca foi Homenageado em sua terra Natal, pelo menos eu nunca soube desta homenagem. Se alguém souber, que me diga, por favor, para que eu não cometa mais esta ignorância. Pinduca, Sebastião Tapajós, Nilson Chaves e tantos outros talentos que vivem muito bem lá fora, mas sofrem por falta de apoio local. Penso que a discrepância é por ignorância ou vergonha cultural dos que detém a máquina. Os centralizadores da mídia local não têm interesse de abrir espaço e cobrar dos seus políticos esta agenda nacional importante e necessária para o desenvolvimento e receita de seu povo. E assim, vamos atravessando este céu cinzento onde os políticos estão de volta com mais um assunto polemico. Seria bom que o amor dos políticos a Pátria amazônica fosse maior que seus interesses ordinários. Se for para o bem do meu estado do Pará, meu discurso é este: SE O PARÁ TRABALHA PARA BELÉM GASTAR E POLITICO OSTENTAR, MUDANÇAS JÁ!!!!

domingo, 13 de novembro de 2011

O que pensam os politizados sobre Carajás e Tapajós


Weliton Lima: "ausência do governo reforça sentimento emancipacionista"
Sobre o plebiscito que vai decidir levar à consulta pública o projeto de criação dos estados do Tapajós e Carajás, desmembrados do atual território paraense, o jornalista Weliton Lima Cordeiro deu uma opinião bastante embasada, como deve ser norteada a campanha que defende o "Sim 77". A seguir, na íntegra, o artigo do jornalista:

A população de Itaituba ainda não se deu conta da decisão histórica que irá tomar no dia 11 de dezembro, quando irá votar no plebiscito pela criação ou não dos estados de Tapajós e Carajás. Se o resultado do plebiscito for a favor da criação dos novos estados, eles serão as primeiras unidades da federação aprovadas pela vontade popular. Mas não é esse o sentimento que move a população no sentido de aprovar esse plebiscito, e o simbolismo histórico dessa decisão fica em segundo plano no ideário da população, que mira em questões mais concretas e que afetam diretamente a vida de todos que moram nessa região. A falta de resposta dos governos ao longo de décadas para as demandas como educação, saúde e segurança pública fez com que a população dessa região passasse a ver a criação de um estado como a solução para resolver todos esses problemas. Mas da mesma forma como a população nunca foi às ruas para protestar contra esse abandono político-administrativo imposto a essa região, agora também não se vê nenhum movimento de massa pela criação dos novos estados. A população de Itaituba especialmente não se manifesta publicamente, mesmo em questões como essa, que podem significar um marco para a história da política brasileira.

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Instituto Chico Mendes e parceiros realizam ação social no Creporizão

Maitê Guedes - Chefe da Flona Crepori



A ação aconteceu entre o sábado e o domingo, e o atendimento superou as expectativas.

As imagens exibidas no programa Focalizando, na última segunda-feira (07), foram registradas pelo cinegrafista Dioney Alves, que teve total apoio do Destacamento da PM de Creporizão, que tem à frente o sargento José Feitosa, lotado no 15º Batalhão da Polícia Militar de Itaituba.

A seguir, a reportagem, na íntegra:

A chegada de uma numerosa equipe ao distrito de Creporizão, a cerca de seiscentos quilômetros de Itaituba, mudou a rotina na maior vila de garimpeiros da Província Mineral do Tapajós. A localidade serve como entreposto de mercadorias, material e equipamentos para as centenas de garimpos dos arredores. A área comercial é pequena, mas muito movimentada. Aqui se encontra praticamente de tudo. Apesar das dificuldades enfrentadas pelos garimpeiros neste período de mudanças no modelo de exploração, o ouro ainda é a maior fonte de renda. As pequenas lojas de compra de ouro se espalham por todos os lados. Aqui mesmo, os compradores queimam o metal para retirar as impurezas e confeccionar as barras, que vão ser enviadas para mercados maiores. Mas toda essa movimentação acabou influenciando na vida dos milhares de garimpeiros e demais moradores do distrito. Só depois de muitos anos de criada, a vila recebeu sua primeira escola. Mas também já tem posto de saúde e outros serviços essenciais, como a telefonia. O analista ambiental do ICMBio, Javan Lopes, diz que, “mesmo assim, ainda existem muitos problemas, principalmente na área social e da cidadania. Muitos não têm documentação, nem mesmo a carteira de identidade. Este foi o principal motivo que levou o Instituto Chico Mendes, através da Chefia da Floresta Nacional do Crepori, a mobilizar um grupo de parceiros para esta ação”.

A ação contou com a participação de um grande número de órgãos governamentais, da União, do Estado e município. O TRE ofereceu registro eleitoral e outros serviços. O Tribunal Regional do Trabalho expediu carteiras de trabalho e previdência social. A Prefeitura de Itaituba foi representada pelas secretarias de Meio Ambiente e Produção, Saúde, Assistência Social e Educação. Também foram realizadas palestras sobre vários assuntos, incluindo unidades de conservação e área de influência da BR-163; licenciamento ambiental em unidades de conservação; associativismo e cooperativismo; boas práticas de garimpagem; implantação e manutenção de sistemas agroflorestais e prevenção a incêndios florestais. Também aconteceram oficinas de desenho e educação ambiental; educação ambiental para crianças e implantação e manutenção de viveiros. Os organizadores consideram que o comparecimento do público a todas as etapas da ação superou as expectativas.

Durante o sábado e o domingo, milhares de pessoas compareceram aos locais preparados para o atendimento. Para o empresário José Dalla Rosa, o “Jóia”, líder comunitário da vila, “a ação foi de grande utilidade, e incentiva para que o cidadão procure ampliar seus conhecimentos e atuar dentro de um processo de desenvolvimento com respeito à legislação e sabendo os caminhos mais adequados para cobrar pelos seus direitos”.

Presos são transferidos por mau comportamento


Policiais Militares armados garantem segurança durante embarque de detentos
A Superintendência do Sistema Penal do Estado (Susipe/Pa) autorizou a transferência de sete presos de Justiça que estavam sendo mantidos no Centro de Recuperação de Itaituba (CRI), a maioria sob acusação de envolvimento com o narcotráfico, tentativa de homicídio, homicídio qualificado, latrocínio, assalto e roubo. A principal motivação da transferência foi o mau comportamento do grupo. Segundo informou o diretor do CRI, Márcio Ferreira de Sousa, os presos em questão estavam acostumados a se envolverem em revoltas, tentativas de rebelião ou motins, sem motivo aparente. Eles também eram contumazes na aquisição de telefones celulares e na confecção de objetos cortantes e de perfuração, também conhecidos como estoques. “Inclusive, sem que eles (os presos) tivessem conhecimento da transferência, nós solicitamos à Polícia Militar que fizesse uma rápida revista nas celas e foram encontrados objetos não permitidos na área de celas da casa penal”, disse o diretor. Um forte aparato de segurança foi montado para conduzir os presos até o aeroporto de Itaituba, onde eles embarcaram em um avião Caravan, do governo do Estado, em direção à capital, Belém.

Segundo o capitão Pedro, da Polícia Militar de Itaituba, que coordenou a revista, durante a revista foram encontrados três celulares e vários objetos cortantes confeccionados com pedaços de ferro e restos de garfos e colheres. “Nós entendemos que esse tipo de objeto nas celas representa riscos, não só para os demais presos, mas também para os próprios que confeccionam. Em relação aos celulares, é uma determinação superior que quebremos esse elo entre os presos e seus ex-comparsas de fora dos presídios”, diz o oficial da PM.

A transferência dos presos foi acompanhada por um capitão e um major, ambos diretores de casas penais da capital e Região Metropolitana (RMB). Segundo um deles, a transferência é uma forma de quebrar também a convivência imoral e perigosa dos presos com pessoas que os auxiliam de fora do cárcere. Eles sempre encontram algum jeito de enviar objetos de permanência proibida nas casas penais, o que aumenta os riscos. Os presos foram transferidos na manhã desta terça-feira (08).

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Chuvas castigam Transgarimpeira e provocam prejuízos


Rodovia Transgarimpeira durante inverno
Uma equipe de reportagem do programa Focalizando (TV Tapajoara – SBT) foi ao distrito de Creporizão acompanhar uma ação social realizada por uma força tarefa coordenada pelo ICMBio. Na reportagem, que foi exibida no programa desta segunda-feira (07), você acompanha as condições de alguns trechos críticos da rodovia estadual Transgarimpeira, onde as viagens que, normalmente, durariam de seis a dez horas, podem durar até quinze horas de sofrimento.

A equipe de reportagem sai do porto de Miritituba por volta das sete e meia da manhã, já preparada para eventuais dificuldades provocadas pelas chuvas na rodovia BR-163, que está com as obras de pavimentação em ritmo lento. Mas a viagem até que transcorre sem maiores problemas, e aproveitamos para visitar algumas comunidades que sofrem um problema em comum. Durante a estação de chuvas, elas ficam praticamente isoladas; assam por sérios problemas de abastecimento dos produtos básicos. Nessas pequenas comunidades, o número de moradores já chegou a ultrapassar os milhares, e muitos ainda permanecem. Outros, abandonaram suas atividades e tomaram outros rumos, em busca de melhoria de vida...

Para chegar às comunidades da zona garimpeira, onde se concentra a maioria dos trabalhadores da exploração de ouro, é preciso enfrentar uma série de adversidades. A primeira delas é o próprio clima, quente, úmido, desgastante. A outra vem por conta das chuvas, que já começam a cair. Ao fim do dia, a equipe de servidores do Instituto Chico Mendes e outras instituições, que se deslocam para uma ação social no distrito de Creporizão, depara com o primeiro atoleiro. Este até que não oferece tanto risco, apesar das dificuldades para atravessar. Ainda está claro, e não demora muito para que os experientes motoristas encontrem meios de superar o obstáculo. O caminhão do Exército, preparado para enfrentar qualquer terreno, passa com dificuldade.
Atoleiros são parceiros frequentes nas viagens pela Transgarimpeira
À noite, os atoleiros são bem maiores. Já estamos com mais de dez horas de viagem, e as condições da rodovia estadual Transgarimpeira, que está recebendo obras de recuperação em parceria do Estado com a Prefeitura de Itaituba, não ajudam. Pelas imagens, registradas pelo cinegrafista Dioney Alves, se tem uma idéia do que temos pela frente.
Passageiros e motoristas se integram para retirar os carros, presos nos atoleiros
O comboio é formado de caminhonetes, caminhões e ônibus, que foram se acumulando à medida em que surgem os atoleiros. Todos precisam ajudar. Até uma equipe de policiais dá uma força para retirar a caminhonete da lama. O motorista do micro-ônibus que transporta o grupo que vai para a ação social diz que esta situação já é comum na rodovia, e nem adianta esperar coisa melhor. Pelo menos por enquanto, esta estrada vai ter sempre um ou outro ponto crítico para atrasar as viagens, apesar dos trabalhos de recuperação.

O atoleiro segura as equipes por mais de duas horas, até que finalmente é vencido e a viagem prossegue, agora mais tranqüila, pelo menos até o retorno.