sexta-feira, 31 de julho de 2015

GUARNIÇÃO DA PM FLAGRA ADOLESCENTES CONSUMINDO DROGAS

DOIS MENORES FORAM ENCAMINHADOS PARA PROCEDIMENTO NA SECCIONAL DE POLÍCIA
(Imagem Ilustrativa)
A guarnição da PM, sob o comando do sargento Ionaldo Bezerra, foi acionada via 190 por populares que se sentiram incomodados pela presença de um grupo de usuários de entorpecente que se concentrava em plena via pública. O grupo foi abordado pela polícia e acabou se dispersando, ficando apenas dois, de 15 e 17 anos de idade. O sargento conta que é uma situação corriqueira, e que a detenção dos usuários nem sempre inibe a ação dos traficantes. Mas a polícia precisa fazer o seu trabalho.
Os jovens foram encaminhados sob detenção para serem apresentados ao plantão da Seccional de Polícia, onde conversaram com a reportagem. O mais novo confessou que é usuário de entorpecente há seis anos. O ouro usa drogas há quatro. Os dois disseram que vêem no vício um grande problema familiar e social e manifestaram o desejo de se libertarem das drogas. Mas também admitiram que já tentaram largar o vício, mas não conseguiram.

Olho Crítico – Situações como essa são cada vez mais freqüentes em Itaituba. São jovens de família de classe média-baixa ou de baixa renda que acabam se envolvendo com o consumo de drogas e acabam fortalecendo o mundo do tráfico. Para as instituições de combate às drogas, esse problema só poderá ser enfrentado depois que os governos se sensibilizarem e criarem políticas públicas de fortalecimento familiar, para que os filhos não sejam recrutados pelo narcotráfico.

terça-feira, 27 de janeiro de 2015

Preso casal responsável por enterrar recém-nascido

Ana Cláudia negou estar com nove meses de grávida
O crime chocou a opinião pública pelo requinte de crueldade com que foi cometido. Na manhã de sábado, o corpo de um recém-nascido parcialmente enterrado na areia, foi encontrado em frente a uma oficina, às proximidades de um motel, na 32ª Rua do bairro Santo Antônio. Uma guarnição da Polícia Militar foi destacada para preservar o local. As investigações foram desenvolvidas pela própria PM, mas com poucas informações. Já na noite de segunda-feira, dois dias depois do crime, uma informação levou a polícia até a jovem Ana Cláudia Delmonte Pereira, de 21 anos de idade. Ela estaria começando a trabalhar em uma casa noturna na travessa 13 de Maio. Foram feitas as primeiras incursões, mas sem resultado. Em seguida, uma nova informação alertava a polícia. A jovem havia confessado o crime para as colegas de trabalho, e as mulheres já se mobilizaram para fazer justiça com as próprias mãos. Minutos depois, a PM faz a detenção da acusada. Ela foi interrogada e logo admitiu a culpa.
Ana Cláudia e Daniel já sob custódia da polícia
Ana Clara disse que estava grávida de quatro meses, mas isso só será confirmado através de laudo da perícia. Ela também confessou que a criança ainda estava viva quando foi enterrada. Mas Ana Clara não fez tudo sozinha. Antes de passar pelo aborto, a jovem contou que consumia drogas no quarto de um motel acompanhada de um homem, que ela disse se chamar “Daniel”. A polícia foi a três lugares, antes de localizar o suspeito. Primeiro, na 28ª Rua, bairro São Tomé. Em seguida, na 15ª, no mesmo bairro, onde a polícia foi informada de que o homem, identificado como Daniel dos Santos Pereira, 29, estaria na casa dele, no residencial Viva Itaituba. Mais uma investida, desta vez com sucesso. Daniel já estava dormindo quando foi “visitado” pela polícia. O suspeito tentou argumentar, mas foi reconhecido e incriminado pela mulher, que já estava detida. “Daniel” recebeu voz de prisão e foi conduzido para a viatura para ser apresentado ao plantão da Seccional de Polícia. Ele foi apontado como a pessoa que enterrou a criança. Depois de efetuadas as prisões, o subtenente Antonio Dutra, que comandava o grupo de policiais voltou a conversar com a reportagem, e confessou que, apesar de três décadas como policial, poucas vezes acompanhou um caso tão chocante.
Em Tempo - A polícia informou, ainda, que o casal já estaria fora da condição de flagrante, mas que pode ser pedida a custódia preventiva como medida cautelar. Também será aguardado o laudo do IML, para saber exatamente o período de gravidez e as condições clínicas em que a criança estava ao nascer. Só então será possível fazer a devida tipificação penal, que pode incluir homicídio, infanticídio ou ocultação de cadáver.

quarta-feira, 16 de julho de 2014

Paulo Rocha e Duciomar na lista de contestados pelo MPE

Rocha: Renúncia seria causa de contestação
O Ministério Público Eleitoral está contestando os registros de 42 dos 980 pedidos apresentados ao Tribunal Regional Eleitoral. O prazo para impugnações terminou ontem e o TRE tem até 5 de agosto para julgar todos os processos.

Entre as candidaturas contestadas está a do candidato ao governo Marco Antônio Nascimento Ramos (PCB). A candidatura foi impugnada por sanção disciplinar em conselho profissional. Para fechar a lista com os 42 nomes, os procuradores eleitorais analisaram dois mil processos em 50 listas enviadas por tribunais de contas, conselhos profissionais e tribunais de Justiça.

Além da candidatura ao governo, a lista inclui as impugnações dos candidatos ao Senado Paulo Rocha (PT) e Duciomar Costa (PTB). No caso de Rocha, a contestação ocorreu sob o argumento de que ele renunciou ao mandato. O ex-deputado petista informou que ainda não foi notificado da impugnação e que vai defender o registro junto à Justiça Eleitoral. A impugnação de Duciomar Costa foi baseada em condenações no Tribunal Regional Eleitoral. O ex-prefeito não foi encontrado para comentar a ação do MPE.

CONTAS

Entre as candidaturas proporcionais, há duas impugnações para candidatos a deputado federal e 37 para deputado estadual. O procurador regional eleitoral Alan Mansur Silva explicou que 29 candidatos estão com problemas nas prestações de contas apresentadas por partidos e coligações à Justiça Eleitoral. Há também casos de rejeição de contas pelos tribunais de contas. (Diário do Pará)

terça-feira, 15 de julho de 2014

Enquanto isso, em algum bairro da cidade....

Se fôssemos dizer alguma coisa, o que diríamos? Deixa eu ver... Não, não precisa dizer nada. A imagem diz tudo! Deus nos acuda! Até quando viveremos essa realidade tão cruel? Merecemos isso? Talvez sim... Talvez, se tivéssemos o nível de consciência e a visão que temos hoje, vinte e um meses atrás, não estaríamos como agora estamos. Mas, daqui alguns meses, que não são muitos, teremos nova oportunidade. E, neste ano, já podemos dar um troco, mesmo que seja na forma do famoso "voto do protesto"! Como diria o filósofo falastrão Fausto Silva, "urna não é penico"!!!

MPF denuncia delegado federal por assassinato de índio Mundurukú

Se condenado, delegado federal poderá pegar até 30 anos
O Ministério Público Federal (MPF) ofereceu denúncia à Justiça contra o delegado da Polícia Federal Antonio Carlos Moriel Sanches, pelo crime de homicídio qualificado contra Adenilson Krixi Munduruku, o crime aconteceu durante a Operação Eldorado, no dia 7 de novembro de 2012, na aldeia Teles Pires, na divisa do Pará com o Mato Grosso.

A exumação do corpo do indígena comprovou os depoimentos das testemunhas e demonstrou que ele foi executado com um tiro na nuca, depois de ter sido derrubado por três tiros nas pernas.
Adenilson Krixi: Ferimento na testa e tiro na nuca
Se a denúncia for aceita pela Justiça, o delegado será submetido a júri popular e se for condenado pode pegar até trinta anos de prisão. Alem da morte de Adenilson, mais dois índios foram feridos gravemente durante essa operação, mas o MPF, na sua investigação, não conseguiu provar se os ferimentos dos dois índios foram causados pelos agentes federais, durante a operação.

A Operação Eldorado foi desencadeada pela policia federal com o objetivo de destruir as balsas que estavam extraindo ouro ilegalmente nas Terras Indígenas Munduruku e Kayabi e o delegado Antonio Carlos Moriel foi o coordenador dessa operação.

sexta-feira, 21 de março de 2014

Arrombamento e Prisão - Furto em greja resulta em prisão dos irmãos Andrade


"Valdemar" vacilou e caiu nas garras da lei

Já estão sob custódia da Polícia Civil os irmãos Guilherme Andrade da Silva, 20, o “Valdemar”, e Valdecir Andrade da Silva, 28, o “Bita”. Os dois são acusados de vários furtos, roubos e assaltos praticados nos últimos meses em Itaituba, Oeste do Estado. A prisão da dupla foi possível graças a um ‘vacilo’ de “Valdemar”, que, segundo informações da polícia, foi o autor do arrombamento que ocorreu na madrugada de sexta-feira (21) na igreja do Sagrado Coração de Jesus, no bairro Boa Esperança, ocasião em que foram subtraídos dois ventiladores e um bebedouro. A empresária Lya Oliveira, uma das ministras da igreja, informou que o arrombador retornou à igreja na manhã de sexta-feira para levar outros objetos que não conseguiu carregar após o arrombamento. “Foi um morador das proximidades que viu esse rapaz rondando a igreja. Imediatamente, ele deu o alarme e os populares pegaram o cara, que já foi reconhecido e vai devolver o que roubou da igreja”, resumiu Lya.
Flagrado no "depósito", Valdecir teve que "dar o serviço"
Depois de ser apanhado e entregue à polícia, “Valdemar” levou a guarnição do sargento Gerson até um barraco localizado no bairro conhecido como Invasão da Infraero, onde os policiais tiveram uma surpresa. “O local era um verdadeiro depósito”, disse o sargento. “Nós encontramos muita coisa e acreditamos que a maioria dos objetos seja roubada”, concluiu. No barraco, os policiais encontraram uma grande quantidade de objetos suspeitos de serem roubados, como cadeiras de bar, bebedouros, ventiladores e até frigobares. Também foram encontradas roupas, perfumes e objetos de menor valor. Em conversa com a reportagem, Guilherme “Valdemar” disse que a intenção era vender os objetos e os que não fossem vendidos seriam usados.
A casa dos "malas" servia de depósito
Enquanto a polícia conduziu Guilherme Andrade da Silva para apresentação ao plantão da Seccional Urbana de Itaituba, o irmão dele, Valdecir Andrade da Silva, que está com u ma das pernas machucada em consequência de um acidente, permaneceu na casa auxiliando os policiais e “entregando” outras ações praticadas, segundo ele, somente pelo irmão. Membros da Comunidade Eclesial do Sagrado Coração de Jesus compareceram à Seccional para fazer o reconhecimento de “Valdemar”, que foi autuado em flagrante pelo escrivão Jaime Silveira pela prática de roubo e furto, além de ser apontado também como autor de assaltos a estudantes. Os objetos da igreja foram devolvidos e o restante permaneceu na Seccional para que os donos façam procuração. A prisão da dupla foi efetuada pelas guarnições dos sargentos Sérgio, Darlison e Gerson, auxiliados por um grupo de policiais do Grupo Tático Operacional (GTO), do Comando de Policiamento Regional da PM.

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

OAB do Pará cobra celeridade nas investigações do triplo homicídio

Brutal assassinato de advogada, filha e funcionária provocou comoção. Ex-marido é o principal suspeito de 'encomendar' o crime 
A vinda do presidente da Seção da OAB no Estado, advogado Jarbas Vasconcelos, foi articulada através da Subseção da Ordem de Itaituba. Os advogados se mostraram insatisfeitos pelo que eles denunciaram como lentidão no inquérito que apura o triplo assassinato, em que foram vítimas a procuradora do município, advogada Leda Marta Lucyk, a filha dela, de apenas dez anos, e uma funcionária de vinte e dois anos. O presidente da OAB no Pará chegou por volta das onze horas e logo se reuniu com os advogados, que relataram várias situações que estariam provocando o sentimento de revolta. Primeiro, eles acreditam que o delegado responsável pelo inquérito teria relacionamento comercial com o ex-marido da advogada, que seria o principal suspeito de ser o mandante do crime. Os advogados dizem que isso ficou comprovado quando foi solicitado à autoridade policial que retivesse o aparelho celular do suspeito para contribuir com as investigações. A presidente da OAB local, advogada Cristina Bueno, comentou em coletiva de que modo a entidade deverá acompanhar o caso e que encaminhamentos deverão ser feitos para que seja dada maior celeridade às investigações.
O presidente da OAB em Santarém, advogado Ubirajara Bentes, disse que o episódio provocou um choque de grandes proporções e que a entidade não pode deixar que a impunidade mais uma vez se manifeste. Ele também participou da reunião e sugeriu que haja acompanhamento próximo por parte da OAB, mas também solicitou apoio do Ministério Público e da própria Justiça.
O clima na reunião ia ficando tenso à medida em que as informações eram repassadas para os representantes da Ordem no Estado. Jarbas Vasconcelos decidiu, então, fazer uma ligação para o secretário de Segurança Pública e chegou a comentar a possibilidade de solicitar a substituição do delegado que preside o inquérito. Inclusive, o diretor da 19ª Seccional de Polícia e o delegado Cléber Pascoal foram convidados para oferecer aos advogados as últimas informações sobre o caso.